domingo, 25 de janeiro de 2015

Perdiz cerejada

Esta receita vem do Algarve e encontrei-a no e-book Receitas e Sabores dos Territórios Rurais Portugueses, onde se faz uma compilação de receitas portuguesas organizadas consoante a região do país. Encontrei algumas receitas interessantes, que não conhecia, incluindo estas perdizes bem catitas.





Ingredientes:

2 perdizes
1/2 chouriço
6 dentes de alho
2 folhas de louro
1 ramo de salsa
1 cebola
1 1/2 colher de chá de pimentão doce
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sopa de banha de porco
200 g de arroz agulha
Sal
Pimenta


Colocar as perdizes com o chouriço, dois dentes de alho esmagados, as folhas de louro e o rama de salsa numa panela. Regar com dois litros de água e temperar com sal e pimenta.

Levar ao lume até as perdizes estarem bem cozidas.

Retirar as perdizes. Coar o caldo e reservar o líquido.

Picar a cebola e cortar o chouriço em pedaços. Misturar e dispor no fundo de uma assadeira.

Esmagar os restantes alhos com meia colher de chá de sal grosso. Adicionar o pimentão doce, a pimenta, o azeite e a banha e misturar bem.

Barrar as perdizes com esta pasta. Colocá-las na assadeira.

Levar ao forno a 180º durante 30 minutos.

No líquido de cozedura das perdizes, cozer o arroz.

Servir as perdizes com o arroz e uma salada verde.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Estufado de salmão com batata doce

Como é que nos lembramos de uma receita? Como é que inventamos uma nova combinação de sabores? Surge-nos antecipadamente, como uma imagem mental, ou vamos inventando à medida que vamos cozinhando?

A cozinha pode ser uma atividade repetitiva e aborrecida, feita apenas por obrigação, mas também pode ser bastante criativa e entusiasmante. E como qualquer outro ato criativo, é um processo algo misterioso, porque é em boa parte inconsciente.

A mim, as ideias novas aparecem-me de diversas formas. Às vezes, convenço-me que uma qualquer associação inusitada pode funcionar e não descanso enquanto não arranjo uma forma de combinar esses dois ingredientes (umas vezes resulta, outras nem por isso). Noutras ocasiões, aparece-me a imagem de um prato na cabeça, como se a receita já tivesse sido escrita por alguém dentro de mim sem que eu tivesse consciência disso. Por vezes, olho para o que tenho em casa e tento encontrar uma forma de ligar os ingredientes disponíveis. Outras vezes ainda, apercebo-me que vi duas ou três receitas recentemente e estou a juntá-las, quais peças de puzzle, para criar uma receita nova - é o caso da receita de hoje.

Claro que a maior parte do tempo não invento nada, apenas experimento receitas de outras pessoas, adapto receitas conhecidas, faço novas versões de receitas que já fiz anteriormente. Como um músico que todos os dias ensaia. Mas ainda assim, as vezes em que uma receita inventada por mim vê a luz do dia na minha cozinha, tenho uma sensação intensa de satisfação e de prazer.

E a vocês, como é que aparecem as ideias para novas receitas?

Aproveito para participar com esta receita deliciosa no passatempo da Cozinha da Leonor, que faz 2 anos!




Ingredientes:

250 g de lombos de salmão
2 batatas doces
1 cabeça de bróculos
1 cebola pequena
3 dentes de alho
500 ml de caldo de peixe (de preferência caseiro)
1 colher de sopa de farinha
1 colher de sopa de estragão fresco
1 colher de chá de mostarda à antiga
Sumo de meio limão
Azeite
Sal
Pimenta


Descascar e cortar as batatas doces em cubos pequenos. Cozer em água com sal.

Partir os bróculos em raminhos pequenos. Cozer al dente.

Aquecer duas colheres de sopa de azeite numa frigideira funda. Refogar a cebola e os alhos picados até dourarem.

Adicionar a farinha e deixar cozinhar um minuto, mexendo sempre.

Acrescentar o caldo de peixe aos poucos, envolvendo bem na farinha para não formar grumos.

Levar ao lume até levantar fervura. Baixar para lume brando e deixar fervilhar durante 10 minutos.

Adicionar o salmão cortado em cubos e deixar cozer um minuto.

Juntar a batata doce, os bróculos, o estragão e a mostarda. Esperar que levante fervura de novo e deixar cozinhar em lume brando mais 5 minutos.

Retirar do lume e temperar com uma boa dose de pimenta. Retificar o tempero de sal, se necessário.

Regar com sumo de limão e servir com pão de mistura.



sábado, 17 de janeiro de 2015

Caril de lentilhas e amendoim

Tinha uma meia lata de leite de coco à espera de utilização e um jantar vegetariano para preparar. Resolvi experimentar juntar um molho de amendoim, à laia do que se faz para o satay, a um caril de lentilhas à indiana e esperar para ver o que saía - o resultado é bastante bom e a receita é para repetir.




Ingredientes:

175 g de lentilhas vermelhas
1 cebola
2 dentes de alho
2 malaguetas
25 g de raiz de gengibre
8 folhas de caril
1 colher de chá de cúrcuma
1/2 colher de chá de pó de caril
2 cenouras
3 colheres de sopa de coentros frescos picados
Óleo de girassol qb
Sal

Molho de amendoim

250 ml de leite de coco
2 colheres de sopa de molho de soja
1 colher de sopa de pasta de amendoim
1 colher de chá de açúcar mascavado escuro


Cozer as lentilhas em 450 ml de água com um pouco de sal. Quando a maior parte da água tiver sido absorvida pelas lentilhas, desligar o lume e deixar tapado enquanto se prepara o resto.

Descascar o gengibre e ralar. Picar as cebolas e os alhos. Abrir as malaguetas e retirar as sementes. Cortar as cenouras em rodelas.

Aquecer um fio de óleo no wok. Juntar a cebola, o alho, o gengibre, as malaguetas, as folhas de caril, o pó de caril, a cúrcuma e uma pitada de sal. Mexer bem e deixar refogar até as cebolas estarem suaves.

Acrescentar a cenoura, baixar para lume brando e tapar. Deixar cozinhar 10 minutos.

Juntar os legumes à panela das lentilhas. Deixar cozinhar tapado e em lume brando até a cenoura estar cozida.

Numa panela anti-aderente, juntar o leite de coco, a pasta de amendoim, o molho de soja e o açúcar mascavado. Misturar bem e levar a lume brando. Deixar fervilhar durante 5 minutos, sem deixar de mexer.

Imediatamente antes de servir, adicionar o molho de amendoim às lentilhas e salpicar com coentros picados.

Servir com arroz basmati.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Bolachas de aveia, coco e laranja

Esta receita é uma adaptação simples de uma receita do As Minhas Receitas. Várias vezes fiquei indecisa se a publicava ou não, porque afinal poucas adaptações fiz à receita original. Mas a verdade é que sempre que faço estas bolachas (e já as faço há alguns anos, desde 2011, quando a Joana as publicou), acabo por não escrever em lado nenhum as adaptações que lhes faço... e sempre que volto à receita, acabo por fazer de cada vez de uma forma diferente.

O que não teria problema nenhum, não fora a última fornada ter saído mesmo deliciosa. Por isso, pensei que tinha mesmo que pôr por escrito a receita. É para isso que serve um blogue também, não é? Um grande caderno de receitas, como os caderninhos que eu tinha antigamente, onde escrevemos as receitas de que não nos queremos esquecer.




Ingredientes:

1 ovo
100 ml de azeite
160 g de açúcar mascavado escuro
Raspa de 1 laranja
60 g de coco ralado
150 g de flocos de aveia
100 g de farinha de trigo integral
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de fermento


Bater o ovo com o azeite. Juntar o açúcar e misturar bem. Adicionar a raspa de laranja e o coco ralado.

Finalmente, juntar a farinha, os flocos de aveia, o bicarbonato e o fermento.

Dispor uma colher de chá de massa em tabuleiros forrados com papel vegetal e espalmar com as costas de uma colher.

Levar ao forno a 180º durante 14 minutos.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Bacalhau com molho de mostarda

Quando comprei o livro The Scandinavian Cookbook, esta foi uma das primeiras receitas que me saltaram à vista. Andei à procura de uma boa oportunidade para a experimentar, o que não é fácil, dado que tenho em casa uma pessoa que não aprecia muito o bacalhau.

Felizmente, essa pessoa gosta de pratos com molho. E achei que um molho de mostarda o convenceria a dar uma nova oportunidade ao dito peixe. Tendo em conta que gosta dos nossos pastéis de bacalhau, não me parecia impossível. E de facto resultou!





Ingredientes:

2 lombos de bacalhau (cerca de 500 g no total)
1 folha de louro
Sal
Pimenta

Molho

200 ml de água de cozer o bacalhau
1 colher de sopa de farinha
1 colher de sopa de mostarda à antiga
50 ml de nata de soja
1 colher de sopa de azeite
Sal
Pimenta


Colocar os lombos de bacalhau a cozer em água abundante, temperada com sal, pimenta e a folha de louro.

Para fazer o molho, aquecer o azeite e juntar a farinha, mexendo sempre. Quando a farinha tiver absorvido o azeite, ir juntando aos poucos a água de cozer o bacalhau, nunca deixando de mexer para não criar grumos.

Deixar espessar em lume brando durante 5 minutos, mexendo sempre. Juntar então a mostarda e a nata. Continuar a mexer mais um minuto e retirar do lume. Temperar com sal e pimenta.

Desfazer o bacalhau em lascas e regar com o molho. Servir com couve salteada e batatas assadas.




quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Pão da Toscana

Vi este pão fantástico no Hortus Natural Cooking e claro que não podia deixar passar esta receita! Adoro fazer pão usando o isco selvagem e quanto mais rústico o pão é, melhor se adapta a esta forma de o confecionar.

Esta receita tem a particularidade de usar farinha de castanha, ingrediente pelo qual a Toscana é famosa (e que tem mesmo um selo DOP!). Fui logo à procura da dita farinha, que não tinha em casa, e aproveitei para fazer o pão logo que tive oportunidade. E em boa hora! A textura é densa mas fofa e o sabor adocicado da castanha casa-se divinalmente com o aroma do alecrim. Para quem gosta de pão, é uma receita a experimentar o mais rapidamente possível!




Noite do primeiro dia:

120 g de isco de trigo integral
200 g de farinha integral
200 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 8 horas.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
175 g de farinha de espelta
125 g de farinha de castanha
240 g de farinha de trigo branca
90 g de miolo de noz
1 colher de sopa de mel de cana
1 colher de sopa de folhas de alecrim
200 g de água tépida
8 g de sal fino
Azeite qb


Numa taça, juntar as farinhas, o alecrim, as nozes grosseiramente partidas e o sal. Misturar bem com uma colher de pau e abrir uma cova no meio.

Juntar à mistura do dia anterior a água e o mel. Mexer bem e verter esta mistura na cova aberta nas farinhas.

Tapar com a farinha que fica nas margens. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar alguns minutos.

Bater na batedeira profissional com a vareta de amassar à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar a taça usada no dia anterior e untar com azeite. Colocar aí a massa e dar-lhe uma volta de forma a ficar totalmente coberta com o azeite. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 3 horas.

Dobrar a massa algumas vezes sobre si própria, sem exercer muita força, e dar-lhe a forma desejada. Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal. Salpicar com farinha e tapar com um pano húmido.

Deixar levedar mais 2 horas.

Aquecer o forno a 250º. Quando o forno tiver atingido a temperatura, dar uns cortes na superfície do pão e metê-lo no forno imediatamente. Após 5 minutos, baixar para 230º e deixar cozer mais 10 minutos. Baixar para 200º e deixar cozer mais 25 minutos. Desligar o calor, deixando o pão no interior do forno a terminar de cozer mais 10 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Pão de peru

Ainda tinha no congelador uma caixa de peru do Natal com o seu recheio e um jantar de amigos foi o pretexto para experimentar esta receita, que não me saía da cabeça desde que fiz o pan de jamón. Foi uma das melhores opções de aproveitamento de restos! Ficou um pão delicioso, que faz uma excelente entrada ou prato principal.





Noite do primeiro dia:

60 g de isco de trigo
100 g de farinha de trigo integral
100 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar à temperatura ambiente cerca de 8 horas.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
265 g de farinha de trigo branca
5 g de sal fino
20 g de açúcar branco
25 ml de óleo de girassol
1 colher de sopa de sementes de linhaça
50 ml de leite de soja


Triturar a linhaça até obter farinha. Juntar duas colheres de sopa de água, mexer e reservar.

Juntar a farinha, o sal e o açúcar. Misturar com uma colher de pau e abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, adicionar a linhaça, o leite de soja e o óleo de girassol. Mexer bem com uma colher de pau. Verter esta mistura na cova aberta nas farinhas e tapar com a farinha que fica nas extremidades. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar alguns minutos.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar a taça que se usou no dia anterior e untar com óleo de girassol. Colocar aí a massa e dar-lhe uma volta para ficar completamente coberta com o óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar à temperatura ambiente durante 6 horas.


Tarde do segundo dia:

400 g de restos de peru assado com o recheio
1 gema de ovo


Estender a massa do pão numa superfície enfarinhada, formando um retângulo. Se desejar, retirar um pouco da massa e cortar em forma de estrelas, para a decoração.

Por cima, espalhar o peru e o recheio.

Dobrar para cima do recheio as margens mais curtas, que vão ser as extremidades do pão. Enrolar o pão sobre si próprio (como se vê aqui).

Colocar o rolo num tabuleiro forrado com papel vegetal e picar com um garfo. Se usar, colocar as estrelas por cima. Pincelar com a gema de ovo batida.

Levar ao forno pré-aquecido a 180º durante 50 minutos.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Saag de agrião e tofu

Depois dos excessos das festas, é sempre bom voltar a refeições mais leves. Este caril verde foi o nosso jantar no primeiro dia de 2015, para entrarmos bem neste novo ano. Esperemos que seja um ano cheio de refeições deliciosas e novas receitas!





Ingredientes:

Tofu

500 g de tofu firme
Sumo de 1 limão
3 colheres de sopa de molho de soja
1 noz de raiz de gengibre
Pimenta
50 g de farinha de milho
1/2 colher de chá de alho em pó
1/4 colher de chá de sal fino

Saag

1 molho de agriões
2 cebolas
3 dentes de alho
1 noz de raiz de gengibre
50 ml de polpa de tomate
125 ml de leite de coco
1 malagueta
1 folha de louro
1 colher de chá de pó de caril
Sal
Pimenta
Azeite


Cortar o tofu em cubos e dispor num prato. Regar com o sumo de limão e o molho de soja. Temperar com pimenta e gengibre ralado. Deixar marinar pelo menos duas horas, virando os cubos a meio do tempo.

Num prato de sopa, juntar a farinha de milho, o alho em pó e o sal fino. Passar os cubos por esta misturar e fritar num fundo de azeite, dourando de todos os lados. Retirar e reservar.

Picar uma cebola e refogar em azeite. Juntar o gengibre cortado em pedaços e a malagueta aberta, sem sementes.

Quando a cebola estiver dourada, juntar os agriões picados grosseiramente. Quando começarem a murchar, juntar a polpa de tomate e 150 ml de água.

Tapar e deixar cozinhar em lume brando durante 25 minutos.

Colocar os agriões no liquidificador, juntamente com os dentes de alho e 50 ml de leite de coco. Triturar até obter um puré.

Na mesma frigideira em que se fritou o tofu, juntar a outra cebola picada, juntamente com a folha de louro. Quando dourar, adicionar o puré e o pó de caril e deixar cozinhar em lume brando durante 15 minutos.

Juntar o restante leite de coco e misturar bem. Adicionar finamente o tofu e deixar cozinhar mais 5 minutos.

Servir com naan ou arroz branco.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Pão de batata doce

Descobri que não há nada melhor do que vegetais misturados no pão: puré de abóbora ou de lentilhas, curgete ou cenoura ralada - ou, neste caso, puré de batata doce -, os legumes tornam o pão mais húmido, o miolo mais fofo e a côdea estaladiça sem ser rija.

Este pão de batata doce fez portanto sucesso cá em casa! E de facto é difícil parar de comer fatia atrás de fatia...





Noite do primeiro dia:

120 g de isco de trigo integral
200 g de farinha integral
200 g de água tépida


Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 8 horas.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
500 g de batata doce (2 batatas doces médias)
550 g de farinha de trigo branca
1/2 colher de sopa de mel
8 g de sal fino
Óleo de girassol qb


Descascar e cozer as batatas em água. Quando estiverem cozidas, escorrê-las, reservando o líquido. 

Triturar as batatas até obter um puré. Deixar arrefecer.

Quando o puré e a água de cozer as batatas estiverem quase frios, juntar o puré, a farinha e o sal. Misturar bem com uma colher de pau e abrir uma cova no meio.

Juntar à mistura do dia anterior 150 g da água de cozer as batatas já tépida (não usar a água quente, porque senão as leveduras morrem!) e o mel. Mexer bem e verter esta mistura na cova aberta nas farinhas.

Tapar com a farinha que fica nas margens. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar alguns minutos.

Bater na batedeira profissional com a vareta de amassar à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar a taça usada no dia anterior e untar com óleo de girassol. Colocar aí a massa. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 3 a 4 horas.

Passar a massa para uma forma forrada com papel vegetal. Salpicar com farinha integral e tapar com um pano húmido.

Deixar levedar mais 3 horas.

Levar ao forno a 230º durante 15 minutos. Baixar para 200º e deixar cozer mais 30 minutos. Desligar o calor, deixando o pão no interior do forno a terminar de cozer mais 15 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Spanakopita de peru

George Calombaris é o chef da quinzena no grupo Quinze Dias Com... Este australiano com raízes gregas era para mim um desconhecido e fui à procura das suas receitas. Dada a sua costela grega, encontrei algumas receitas interessantes.

Assim, resolvi aproveitar as sobras do peru assado para fazer esta spanakopita, que na receita original era com coelho. Fiz muitas adaptações, mas a inspiração veio de uma das receitas deste cozinheiro publicadas no Gourmet Traveller.





Ingredientes:

8 folhas de massa filo
430 g de restos de peru assado
2 cebolas
4 dentes de alho
2 cenouras
1 molho de espinafres (cerca de 400 g)
150 ml de vinho Madeira
150 ml de vinho branco
200 ml de nata de soja
2 folhas de louro
2 hastes de tomilho
400 ml de caldo de galinha
3 colheres de sopa de maionese light
1/4 colher de chá de mostarda
1/4 colher de chá de fios de açafrão
40 ml de leite de soja
Sal
Pimenta
Azeite


Picar uma cebola e refogar num fio de azeite.

Adicionar a cenoura cortada às rodelas e deixar cozinhar em lume médio durante 5 minutos. Juntar o peru desossado e cortado em pedacinhos pequenos, deixando alourar.

Retirar a carne e os legumes para uma taça. Juntar à frigideira o vinho branco, o vinho Madeira e o caldo de galinha, "limpando" o fundo com uma espátula. Acrescentar as folhas de louro e o tomilho e deixar reduzir em fogo esperto até metade do volume.

Coar o molho e juntar à taça.

Na frigideira, voltar a aquecer um fio de azeite e refogar a outra cebola e os alhos picados. Quando dourados, adicionar os espinafres picados grosseiramente. Quando os espinafres estiverem cozinhados, adicionar a nata de soja e deixar ao lume até começar a fervilhar.

Retirar e temperar com sal e pimenta. Misturar com o peru.

Aquecer o forno a 180º. Entretanto, untar generosamente uma assadeira retangular com azeite. Colocar três folhas de massa filo, cobrindo o fundo da assadeira e fazendo as extremidades cair para fora.

Pincelar as folhas com azeite. Colocar metade da mistura do peru com os legumes e colocar por cima mais três folhas. Pincelar novamente e cobrir com a restante mistura. Fechar com as partes das folhas que ficaram viradas para fora e cobrir com mais duas folhas de massa filo.

Pincelar a superfície com azeite. Levar ao forno durante 30 minutos.

Aquecer o leite de soja. Demolhar os fios de açafrão durante 30 minutos.

Juntar esta mistura à maionese, juntamente com a mostarda.

Servir a spanakopita com a maionese e uma salada.




segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Peru recheado com cuscuz e cogumelos

Sempre à procura de novas receitas para o peru, resolvi experimentar um novo recheio, à base de cuscuz e cogumelos. O toque de ras-el-hanout dá-lhe um sabor  exótico, que não tem nada a ver com as nossas tradições de Natal, mas que faz um belo peru para quem gosta de novos sabores!




Ingredientes:

1 peru de 5 kg
3 laranjas
2 limões
1/2 copo de vinho branco
Sal
Pimenta
Azeite

Recheio

2 cebolas
200 g de cuscuz
400 g de mistura de cogumelos (brancos, portobello, pleutorus)
100 g de amêndoas em palitos
250 g das vísceras do peru (e / ou fígados de aves)
150 g de bacon
3 colheres de sopa de salsa picada
3 colheres de sopa de coentros picados
1 colher de chá de ras-el-hanout
1 1/2 colher de chá de pimentão doce
1/2 colher de chá de paprika picante
Azeite
Sal
Pimenta


No dia anterior, deixa-se o peru mergulhado em água, à qual se mistura sal grosso e os citrinos cortados às rodelas.

No próprio dia, retirar o peru da água, secar com papel absorvente e temperar por dentro e por fora, usando sal, pimenta, paprika picante e meia colher de chá de pimentão doce. Verter um fio de azeite e o vinho branco.

Ferver meio litro de água e deitar sobre o cuscuz. Tapar e deixar repousar durante 10 minutos.

Dourar as amêndoas ligeiramente numa frigideira anti-aderente, sem adicionar gordura. Reservar.

Picar as cebolas finamente e o bacon em cubinhos. Refogar ambos num fio de azeite.

Quando a cebola estiver transparente, juntar os cogumelos cortados em pedaços pequenos e os fígados picados. Deixar cozinhar até os cogumelos terem libertado a sua água.

Adicionar as amêndoas e o ras-el-hanout. Deixar tomar gosto alguns minutos e retirar do lume. Temperar com sal e pimenta e adicionar as ervas picadas. Envolver o cuscuz e retificar os temperos, se necessário.

Rechear o peru com este preparado. O que sobrar do recheio, colocar debaixo das asas, junto às coxas e em redor.

Colocar o peru num tabuleiro de ir ao forno. Cobrir com papel vegetal, e por cima tapar com papel de alumínio.

Levar ao forno a 170º durante 5 horas. Nesse momento, destapar e deixar dourar mais 15 minutos.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Bolo salgado de agrião, azeitonas e goji

Mais uma receita vegetariana que agradou cá em casa. A combinação fica bem interessante, com as diferentes texturas dos ingredientes a conversarem entre si, numa alegre sinfonia salgada com um toque de doce das bagas goji.

E como bónus, o aspeto estético! Quando se cortam as fatias, a mescla de cores é mesmo bonita.




Ingredientes:

2 ovos
75 ml de azeite
100 ml de leite de soja
170 g de farinha de trigo integral
90 g de folhas de agrião
15 g de bagas goji
15 azeitonas verdes recheadas com pimento
1 colher de chá de fermento
1/2 colher de chá de sal fino
Pimenta


Lavar as azeitonas em várias águas para retirar o excesso de sal e cortar às rodelas.

Picar grosseiramente as folhas de agrião.

Bater os ovos com o azeite. Adicionar o leite de soja e misturar.

Acrescentar o agrião, as azeitonas e as goji. Finalmente, juntar a farinha, o fermento, o sal e a pimenta.

Verter a mistura para uma forma de bolo inglês e levar ao forno a 200º durante 40 minutos.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...