quarta-feira, 22 de março de 2017

Tostas de trigo sarraceno com beterraba e creme de tofu

O desafio das Receitas Saudáveis voltou e não podíamos deixar de participar! Desta vez, o Limited Edition propõe-nos pensar sobre o que consideramos uma alimentação / vida saudável.

Não é um assunto fácil - pelo contrário, é um tema que provoca muita polémica e muitas convicções apaixonadas (e por vezes mesmo algum fanatismo). Para mim, uma vida saudável é aquela onde me sinto realizada, contente com a direção que a minha vida leva e satisfeita de modo geral com as decisões que tomo a cada dia, nomeadamente aquelas que implicam diretamente com o cuidado que tenho comigo e com a minha família.

Em termos de alimentação, acredito que cada pessoa tem que informar-se, ouvir o seu corpo e encontrar a sua própria forma de comer, aquela que é boa para si (para o corpo e para a mente, porque os dois não se podem dissociar) e que lhe faz sentido.

E como é que isso se concretiza? Na minha vida, é algo que foi mudando com o tempo, à medida que a idade foi avançando, com novas experiências na vida, com novas investigações que vêm a lume e de que tomo conhecimento, que me convencem a mudar isto ou aquilo na minha alimentação. O diagnóstico da minha intolerância à lactose foi uma grande mudança na minha vida, porque obrigou a toda uma nova organização da alimentação cá em casa. A chegada à minha vida do meu companheiro foi outra transformação. Mais tarde, a vivência da gravidez e a chegada de um bebé também me levaram a alterações importantes.

Neste momento, uma alimentação saudável para mim é aquela que se baseia maioritariamente em produtos biológicos, o mais diversificados possível (vou sempre à procura do legume que nunca experimentei ou da fruta que como menos vezes), alimentos não processados, sopa ao almoço e ao jantar durante todo o ano,  uma quantidade controlada de hidratos de carbono, utilização de gorduras "do bem" (azeite, óleos vegetais não refinados processados a frio, óleo de coco, frutos secos, abacate), pouco açúcar (uso muitas vezes o açúcar da fruta ou de alguns legumes, conjuntamente com um toque de stevia granulada, quando faço doces cá em casa), uma quantidade moderada de sal.

Com a gravidez e a amamentação aumentei a ingestão de proteína animal, complementando-a na refeição seguinte com proteína vegetal, vinda sobretudo do tofu e das leguminosas. Mas em tempos normais, a carne e o peixe aparecem no menu cá de casa duas a três vezes por semana, e as refeições restantes são vegetarianas, à base de ovos, ou claramente vegan. Para compensar, atualmente o álcool não tem lugar no meu regime alimentar, mas assim que deixar de amamentar, um ou dois copos de vinho ao sábado à noite não me escapam!

Claro que nada disto faz sentido se não for acompanhado com uma boa quantidade de alegria e entusiasmo, com relações emocionais que nos enchem as medidas, com uma dose importante de prazer, para contrabalançar as dores que sempre vamos vivendo na vida.

Por isso é que não deixámos de receber pessoas em casa, mesmo com um bebé pequeno, e com receitas surpreendentes, saborosas e saudáveis! Muitas vezes as pessoas associam o saudável ao desenxabido - estas tostas com creme de tofu e beterraba vêm contrariar totalmente isso. Os sabores são fortes e o visual conta muito - porque já se sabe que os olhos também comem!

Uma outra versão fantástica destas tostas surge quando se substitui a beterraba por abacate. Uma delícia!

Se quiserem também participar neste desafio, basta enviarem um email para lim.edition2012@gmail.com. Se reproduzirem na vossa cozinha esta proposta ou outras do desafio, utilizem o #desafioreceitasaudável e partilhem as vossas versões e interpretações. Vamos contribuir para um estilo de vida mais saudável, que passa pela comida, mas não se esgota nela!






Ingredientes:


2 beterrabas
Sal
Pimenta

Tostas (adaptado do Our Food Stories)

125 g de farinha de trigo sarraceno
125 g de flocos de trigo sarraceno
50 g de sementes de girassol
50 g de sementes de sésamo
80 g de sementes de linhaça
20 g de sementes de papoila
1 colher de chá de sal fino
2 colheres de sopa de azeite
350 ml de água

Creme de tofu (adaptado do Booklet de queijos vegan da Gopal)

200 g de tofu
75 ml de azeite
1/2 colher de chá de poejo seco
1/2 colher de chá de oregãos secos
1/2 colher de chá de alho em pó
1/2 colher de chá de flor de sal
50 ml de água
1 pitada de açúcar mascavado escuro


Cozer as beterrabas em água a ferver. Depois de cozidas, tirar a pele e cortar em fatias grossas. Com um cortador de bolachas, cortar as formas desejadas e reservar.

No liquidificador, juntar todos os ingredientes para o creme. Triturar bem até obter uma consistência homogénea. Retificar os temperos, se necessário.

Para as tostas, juntar todos os ingredientes secos e misturar. Adicionar a água e o azeite e bater levemente. Deixar repousar durante 20 minutos.

Espalhar a mistura num tabuleiro forrado com papel vegetal. Levar ao forno pré-aquecido a 160º durante 20 minutos.

Retirar do forno e, com uma faca afiada, traçar as linhas das tostas, sem cortar completamente.

Voltar a levar ao forno mais 40 minutos. Desligar o forno e deixar a terminar a cozedura mais 10 minutos.

Retirar do forno e cortar de acordo com as linhas desenhadas.

Num prato, colocar uma tosta. Barrar com o creme. Dispor as estrelas de beterraba por cima e temperar com sal e pimenta. Guarnecer com algumas folhas de rúcula.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Caril tailandês de peixe e abóbora

O caril tailandês é sempre bem vindo cá em casa! Este é uma adaptação de uma receita do livro Tailândia, de Oi Cheepchaiissara, que faz parte da coleção Sabores do Mundo, editada pelo Círculo de Leitores.

É um caril de peixe particularmente interessante porque o peixe é apresentado em almôndegas, que são cozidas num caldo bem aromático. Fica uma verdadeira delícia!




Ingredientes:


500 g de pescada (ou outro peixe branco) sem peles e sem espinhas
1/2 abóbora manteiga
4 dentes de alho
1/2 molho de coentros
1 1/2 colher de sopa de farinha de milho
1 1/2 colher de sopa de pasta de caril tailandês
400 ml de caldo de legumes
200 ml de leite de coco light
2 colheres de sopa de molho de peixe tailandês
1 colher de chá de açúcar mascavado escuro
2 1/2 colheres de sopa de óleo de coco
1 cebolo
Sal
Pimenta


No processador de alimentos, colocar o peixe, o alho, os coentros, a farinha de milho, uma colher e meia de óleo de coco, sal e pimenta. Triturar até obter uma pasta. Com esta pasta, fazem-se cerca de 30 pequenas almôndegas, que se reservam.

Cortar a abóbora em cubos.

Numa panela, aquecer uma colher de sopa de óleo de coco. Fritar a pasta de caril durante dois minutos.

Adicionar então o caldo de legumes e quando levantar fervura, acrescentar a abóbora, que se deixa cozinhar até estar tenra (mas não desfeita).

Juntar à panela o leite de coco, o molho de peixe e o açúcar e misturar. Dispor com cuidado as almôndegas no caldo e deixar cozinhar 5 minutos. Retirar do lume e deixar tapado durante 10 minutos.

Servir com arroz tailandês, salpicado com cebolo picado.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Salada de aipo-nabo, maçã e avelãs

À procura de uma salada saborosa à base de aipo-nabo, que costumo comprar no mercado biológico, encontrei esta receita no Les Foodies. O aipo-nabo faz um sucesso estrondoso cá em casa e de facto é um tubérculo com um sabor único! Esta salada, tão fácil de fazer, faz um brilharete como entrada em qualquer jantar com amigos.




Ingredientes:

1/2 bolbo de aipo-nabo
1 maçã pequena
1 chalota
2 colheres de sopa de coentros picados
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1 colher de sopa de azeite
1 colher de chá de mostarda Dijon
1 colher de chá de xarope de agave
10 avelãs ligeiramente tostadas
Sal
Pimenta


Ralar o aipo-nabo. Cortar a maçã com casca em cubinhos. Picar finamente a chalota.

Numa taça, juntar o vinagre, o azeite, a mostarda, o xarope de agave, sal e pimenta. Misturar bem.

Adicionar os legumes, bem como os coentros, e mexer até ficarem bem cobertos com o tempero.

Dispor a salada em dois pratos. Partir grosseiramente as avelãs e salpicar a salada com elas.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Chutney de couve roxa

Retirei esta receita do programa Chef de Raiz, que costumo acompanhar. Pareceu-me um acompanhamento perfeito para uma refeição especial e não me enganei! A mistura de sabores é deliciosa e o aspeto fica divinal. Pode comer-se quente ou frio e é formidável das duas maneiras, acompanhando carnes vermelhas ou hambúrgueres vegetarianos.




Ingredientes:

1/2 couve roxa
1 cebola roxa
15 g de gengibre fresco
15 g de sementes de mostarda
5 g de pimenta da jamaica
Sal
80 g de açúcar mascavado escuro
50 ml de vinagre de sidra
Azeite


Hidratar as sementes de mostarda durante 45 minutos.

Colocar um tacho ao lume com uma fundo de azeite. Cortar a cebola e a couve em fatias muito finas e colocar no tacho bem quente. Deixar cozinhar 2 minutos.

Cortar o gengibre em tiras finas e moer a pimenta da Jamaica. Adicionar os temperos ao tacho, bem como o sal e o açúcar.

Juntar também o vinagre e deixar cozinhar tapado durante 25 minutos. Retirar do lume e deixar tapado até amornar.

Servir como guarnição quente ou frio. Pode guardar-se no frigorífico em recipiente hermeticamente fechado, conservando-se durante bastante tempo.


segunda-feira, 6 de março de 2017

Batatas Dauphine

Para a celebração de um aniversário especial, fui à procura de uma receita diferente de batatas. Tinha na cabeça as batatas noisette, mas não queria fazer fritos; a pesquisar na internet acabei por encontrar esta receita.

Fiquei interessada nesta espécie de profiteroles de batata e curiosa acerca do sabor e da textura deste acompanhamento tão francês. Uma receita antiga, cuja primeira referência se encontra em 1864, diz-se que foi criada pelo chef do Dauphin, conde de Viennois, numa ocasião em que o senhor estava atrasado para o jantar. Já se sabe que a necessidade aguça o engenho!

Com esta receita, descobri que prefiro claramente a massa choux em pratos salgados, suspeita que tinha desde que provei os éclairs salgados do L'Éclair. Não sendo eu uma fã incondicional de profiteroles, éclairs e outros bolos feitos com massa choux, percebi o potencial que esta tem em pratos salgados, dando uma textura formidável ao puré de batata.







Ingredientes:

500 g de batata
125 g de farinha de trigo branca
250 ml de água
70 ml de óleo de sésamo não tostado (ou outro óleo vegetal de sabor neutro)
4 ovos
Sal


Cozer as batatas em água e sal. Quando cozidas, esmagar com um garfo.

Levar ao lume a água com o óleo e meia colher de chá de sal grosso. Quando levantar fervura, retirar do lume e juntar de uma vez só a farinha. Bater energicamente com uma colher de pau.

Voltar a levar ao lume, mexendo sempre com a colher de pau, até a massa descolar das paredes da panela.

Retirar do lume e acrescentar um ovo de cada vez, batendo bem entre cada adição. Juntar o puré de batata e misturar bem. Adicionar um pouco de água se a mistura estiver demasiado espessa.

Colocar a mistura no saco de pasteleiro com o bico mais largo. Forrar um tabuleiro de ir ao forno com papel vegetal e depositar pequenas porções de massa, com algum espaço entre elas. Em alternativa, pode usar-se uma colher e formar pequenas bolinhas (como se fossem profiteroles).

Levar a forno pré-aquecido a 200º durante 30 minutos.

domingo, 5 de março de 2017

Fajitas de cogumelos, abacate e creme de caju

Vi estas fajitas num vídeo do facebook e fui descobrir o site So Vegan, onde encontrei esta receita. Fiz as minhas adaptações e saiu uma refeição bem saborosa.





Ingredientes:


6 tortilhas de trigo integrais (de preferência caseiras)
350 g de cogumelos marron
1 pimento vermelho
1 cebola roxa
4 dentes de alho
1 colher de chá de cominhos em pó
1 colher de chá de pimentão doce em pó
2 abacates pequenos
3 colheres de sopa de coentros picados
Azeite
Sal
Pimenta

Creme de caju

250 g de caju neutro demolhado de um dia para o outro
170 ml de sumo de limão (equivalente a dois limões médios)
1 dente de alho
1 colher de chá de flor de sal
1 colher de chá de oregãos
60 ml de azeite
100 ml de água
1 colher de sopa de levedura de cerveja


Para o creme de caju, juntar todos os ingredientes no liquidificador e bater até obter um creme homogéneo. Acrescentar um pouco de água se necessário.

Fatiar os cogumelos. Cortar a cebola em meias luas e os pimentos em tiras. Picar o alho.

Numa taça, juntar os legumes, o alho, o pimentão doce e os cominhos. Temperar com sal e pimenta e regar com um fio de azeite.

Levar ao forno a 200º até os legumes estarem assados.

Esmagar a polpa dos abacates com um garfo. Adicionar duas colheres de sopa de coentros picados e temperar com sal e pimenta. Misturar bem.

Aquecer as tortilhas numa frigideira anti-aderente sem acrescentar gordura.

Barrar cada tortilha com uma colher de sopa de abacate. Por cima, colocar um sexto dos legumes assados e finalizar com uma colher de sopa bem cheia de creme de caju. Fechar as tortilhas e salpicar com os restantes coentros.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Salada Gellért

Károly Gundel era um chefe húngaro muito conhecido, responsável por vários restaurantes famosos de Budapeste, entre os quais o do Hotel Gellért. Esta salada era um dos seus pratos emblemáticos, que encontrei no livro Gundel's Hungarian Cookbook, que trouxe comigo da minha viagem a Budapeste. Este livro teve a sua primeira edição em 1934 e já vai na 45ª edição - há até uma edição francesa cuja introdução é escrita pelo próprio Escoffier!

Esta salada agrada até a quem não gosta de salada! A mistura da beterraba ligeiramente avinagrada com a maionese e o toque levemente picante do rábano fazem deste prato uma entrada sofisticada e original.





Ingredientes:

2 beterrabas
40 g de rábano
3 colheres de sopa de vinagre de sidra
1 colher de chá de sementes de mostarda
1 colher de chá de açúcar mascavado escuro
1 alface
2 colheres de sopa bem cheias de maionese (de preferência caseira)
Sumo de meio limão
1 pitada de piri-piri
2 colheres de sopa de salsa fresca picada


Cozer as beterrabas com casca. Quando cozidas, retirar a casca e cortar em palitos grossos.

Cortar o rábano em palitos finos.

Numa taça, juntar a beterraba, o rábano, as sementes de mostarda, o vinagre e o açúcar. Acrescentar água até os legumes estarem cobertos.

Levar ao frigorífico de um dia para o outro.

Retirar os legumes, descartando a água e a maior parte das sementes de mostarda. Misturar com a maionese, o piri-piri e o sumo de limão.

Cortar a alface em juliana. Dispor no fundo de um prato. Por cima, colocar a mistura de beterraba. Salpicar com salsa fresca e servir.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Carbonnade de salmão

Carbonnade flamande é um prato muito conhecido do Norte da França, também confecionado na Bélgica, em que a carne de vaca é cozinhada num molho à base de cerveja e bolachas speculoos. Esta versão com salmão encontrei-a no livro Délicieux plats ch'tis e apeteceu-me logo experimentar!

Fica saboroso, se bem que o apontamento doce dado pelo açúcar mascavado escuro dá uma mistura de sabores algo estranha ao nosso paladar. Quem apreciar sabores agri-doces como eu deverá gostar deste prato, mas quem não for desse clube provavelmente não irá gostar.




Ingredientes:

2 lombos de salmão
1 cebola pequena
1 chalota
150 g de cogumelos brancos
200 ml de cerveja preta
1 folha de louro
2 raminhos de tomilho
1 colher de sopa de farinha de quinoa (ou de arroz)
1 colher de chá de açúcar mascavado escuro
Azeite
Sal
Pimenta


Colocar a farinha num prato. Cortar os lombos em três partes e passar na farinha.

Aquecer um fundo de azeite numa panela anti-aderente. Dourar os pedaços de peixe de ambos os lados, retirar e reservar.

Picar a cebola e a chalota e juntar à panela até dourar.

Juntar então os cogumelos partidos em dois e deixar cozinhar. Adicionar depois a cerveja, o açúcar, o tomilho e o louro e deixar tapado durante 25 minutos em lume brando.

Juntar então o salmão, deixar cozinhar mais 5 minutos. Desligar o lume e deixar a panela tapada mais 5 minutos.


sábado, 18 de fevereiro de 2017

Waterzoi de peixe

Mais uma receita do livro Délicieux plats ch'tis que faz uma excelente refeição para partilhar com amigos - de um lado, é uma receita simples, que não obriga a grandes malabarismos na cozinha (nem suja muita louça!); do outro lado, é original e surpreendente.

Claro que quem conhece bem a gastronomia da região francesa Le Nord e da parte flamenga da Bélgica está farto de encontrar este prato, bem emblemático, que normalmente aparece nas suas versões com frango ou com peixe. Para nós em Portugal, é bastante inusitado, sobretudo pelo forte sabor a limão desta espécie de caldeirada.




Ingredientes:

2 lombos de salmão (sem pele nem espinhas)
2 lombos de perca (sem pele nem espinhas)
2 lombos de pargo (sem pele nem espinhas)
Casca de um limão (apenas a parte amarela)
4 batatas
3 alhos franceses (a parte branca)
4 cenouras
2 nabos
4 tupinambos
1 cebola
250 ml de vinho branco
4 colheres de sopa de salsa picada
Sal

Molho

3 gemas de ovo
Sumo de 1 limão
150 ml de nata de soja


Lavar os legumes e cortar em rodelas grossas. Picar a cebola. Colocar tudo numa panela grande. Juntar metade da salsa e a casca do limão (apenas a parte amarela, se colocar a branca vai amargar).

Juntar água e sal e levar ao lume. Deixar ferver 10 minutos, findos os quais se junta o vinho. Deixar cozinhar mais 20 minutos.

Dispor com cuidado o peixe por cima dos legumes. Tapar e deixar ferver 8 minutos. Desligar, deixando repousar tapado mais 10 minutos. Retirar o peixe e reservar, mantendo quente. Retirar também as cascas de limão e descartar.

Para o molho, bater as gemas de ovo com a nata e o sumo de limão. Juntar um pouco de caldo da panela para temperar as gemas.

Adicionar o molho à panela e deixar fervilhar dois minutos.

Servir os legumes no prato. Por cima dispor o peixe e salpicar com a restante salsa picada.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Trouxas de tofu fumado e cogumelos

Esta receita não foi invenção minha, mas sim da empregada de uma amiga que, quando começou a trabalhar, não sabia fazer comida vegetariana. A minha amiga pediu-lhe que o fizesse e ela, cheia de iniciativa, foi pesquisar em livros e na internet e agora faz uns belos pratos vegetarianos!

Num dia em que jantei lá em casa, comemos umas trouxas de couve com tofu fumado que eram uma delícia! Pedi logo a receita e tenho feito em casa, com algumas variações. Esta resultou particularmente bem, devido à conjugação do fumado do tofu com o sabor dos cogumelos.




Ingredientes:

10 folhas de couve
250 g de tofu fumado
1 cebola
2 dentes de alho
1 cenoura
1 pastinaga
3 cogumelos portobello
1 lima
1 noz de gengibre
1 pitada de noz moscada
1 colher de sopa de coentros picados
1 colher de sopa de salsa picada
Sal
Pimenta
Azeite

Molho de tomate

1 lata grande de tomate pelado
1 cebola
2 dentes de alho
2 folhas de louro
1 copo de vinho branco
Sal
Pimenta
Azeite


Começar por fazer o molho de tomate, refogando a cebola e o alho picados num fio de azeite, juntamente com as folhas de louro. Quando a cebola estiver dourada, adicionar o tomate pelado e um copo de água. Deixar cozinhar alguns minutos e acrescentar o vinho branco.

Baixar para lume brando e deixar fervilhar 20 minutos. Retirar as folhas de louro e triturar o molho até obter uma consistência lisa.

Voltar a levar ao lume e deixar reduzir. No final, temperar com sal e pimenta.

Enquanto o molho reduz, ferver as folhas de couve durante 5 minutos para perderem a sua rigidez.

Numa frigideira, refogar a outra cebola picada num fio de azeite. Quando a cebola estiver dourada, juntar a cenoura e a pastinaga cortadas em cubinhos, bem como o alho picado. Deixar cozinhar 15 minutos.

Juntar então os cogumelos grosseiramente picados e o tofu cortado em cubinhos. Temperar com o sumo e a raspa da lima, a noz moscada e o gengibre ralado. Misturar bem e deixar cozinhar até todos os legumes estarem cozidos.

Retirar do lume, juntar a salsa e os coentros e temperar com sal e pimenta.

Colocar duas colheres de sopa desta mistura em cada folha de couve e enrolar. Dispor as trouxas umas ao lado das outras num pirex. Regar com o molho de tomate e levar ao forno 30 minutos a 200º.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Frango com cerveja e maçã

Continuo deliciada com o livro de receitas ch'ti de que já falei aqui! As receitas são todas muito apelativas, nomeadamente este frango que captou logo a minha atenção na primeira vez que folheei o livro. O molho com cerveja e maçã fica mesmo muito saboroso, a pedir um puré de batata e uns brócolos cozidos regados com o dito!




Ingredientes:

2 pernas de frango
1 cebola
2 maçãs pequenas
200 ml de cerveja preta
250 ml de caldo de galinha (de preferência caseiro)
1 colher de sopa de salsa picada
Azeite
Sal
Pimenta


Aquecer um fundo de azeite num tacho anti-aderente. Dourar as pernas de frango de ambos os lados até ganharem uma boa cor. Retirar e reservar.

Na gordura que ficou no tacho. refogar a cebola picada. Quando estiver dourada, juntar a cerveja e o caldo de legumes. Fervilhar alguns minutos para evaporar o álcool.

Voltar a pôr o frango na panela. Baixar para lume brando e cozinhar tapado durante 45 minutos.

Juntar então a maçã cortada em cubos. Temperar com sal e pimenta e deixar cozinhar mais 10 minutos.

Destapar e reduzir o molho em fogo esperto. No final, salpicar com salsa picada e retificar os temperos, se necessário.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Clafoutis de couve-flor

Mais uma receita do adorável livro Délicieux plats ch'tis, de que já falei aqui. Este clafoutis salgado pode servir como entrada, como prato principal numa refeição ligeira ou então como um requintado acompanhamento de carne ou peixe grelhados. Quem experimentar não se vai arrepender, é muito saboroso!




Ingredientes:

350 g de raminhos de couve-flor (ou uma mistura de raminhos e folhas, sem os talos mais duros)
2 ovos
150 ml de leite vegetal não adoçado
150 ml de nata de soja
65 g de bacon cortado em cubos
40 g de farinha de trigo integral
1/4 de colher de café de noz moscada
1 colher de chá de levedura de cerveja
Sal
Pimenta


Cozer a couve flor durante 5 minutos em água a ferver com sal. Retirar e escorrer bem.

Dispor a couve-flor no fundo de uma tarteira ou dividir por quatro ramequins individuais. Distribuir os cubos de bacon.

Bater os ovos ligeiramente. Adicionar o leite e a nata e voltar a bater.

Juntar então a noz moscada, a farinha e a levedura de cerveja. Misturar bem. Temperar com sal e pimenta.

Cobrir a couve-flor com esta mistura. Levar ao forno a 180º durante 35 minutos.
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