sábado, 1 de Novembro de 2014

Torricados de solha com coentros

Esta quinzena, o Quinze Dias com... propõe-nos José Avillez, chef bem conhecido em Portugal e que tem porventura o melhor restaurante de Lisboa. Nunca fui ao Belcanto, com muita pena minha, mas conheço o nome e o estilo deste chef desde a edição do livro "Petiscar com Estilo", que muito aprecio.

Já fiz muitas receitas deste livro - algumas publicadas aqui, como os mini-pastéis de nata de alho francês, excelentes para festas e piqueniques, ou os cogumelos recheados com camarão, uma soberba entrada; mas desta vez resolvi ir ver as receitas do seu site, que decorrem do seu programa de televisão (que nunca vi).

Foi assim que encontrei várias receitas interessantes, nomeadamente estes torricados, originalmente com pescada. Usei ao invés filetes de solha e, em vez de pão alentejano, usei pão de centeio dinamarquês. Num belo cruzamento entre a gastronomia dinamarquesa e a portuguesa, fez um jantar delicioso e bem rápido de preparar.





Ingredientes:

250 g de filetes de solha
4 fatias de pão de centeio dinamarquês
1 molho de 60 g de coentros
4 dentes de alho
125 ml de vinho branco
1 colher de sopa de vinagre de sidra
Azeite
Sal
Pimenta


Cortar os filetes ao meio de temperar com sal e pimenta.

Refogar os alhos em azeite até dourarem. Adicionar o vinho e o vinagre e deixar reduzir em fogo médio durante 10 minutos.

Adicionar então os filetes e deixar cozinhar tapado durante 2 minutos. Acrescentar os coentros picados, tapar e desligar o lume.

Deixar acabar de cozinhar o peixe no seu próprio vapor, enquanto se torra ligeiramente as fatias de pão e se prepara uma salada de alface.

Dispor a salada e as torradas no prato. Por cima, distribuir os filetes. Regar com o molho e servir de imediato.



quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Petits gâteaux com avelãs

O doce nunca amargou não é verdade? Vale sempre a pena fazer dois petits gâteaux para terminar um jantar romântico ou para um lanche diferente ao domingo. Alterei a receita para a fazer sem glúten, usando a avelã moída para substituir a farinha. O resultado é saborosíssimo!




Ingredientes:

60 g de chocolate preto (sem lactose) + 4 quadrados
1 colher de sopa de óleo de coco
ovo
25 g de açúcar baunilhado
25 g de miolo de avelã
pitada de sal


Derreter os 60 gramas de chocolate em banho-maria, juntamente com o óleo de coco. Os restantes quatro quadrados, partir ao meio.

Moer a avelã até obter farinha.

Bater o ovo com o açúcar e o sal. Misturar a avelã moída. Juntar no final o chocolate derretido.

Untar com óleo de coco duas formas individuais. Colocar duas colheres de sopa em cada forma. Por cima, os pedaços de chocolate. Verter a restante massa, tapando por completo o chocolate sólido.

Levar ao forno a 210 º durante 12 minutos.

Deixar arrefecer ligeiramente, até conseguir manusear. Desenformar e servir ainda quente.

terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Caril verde de pescada

A pasta de caril à moda tailandesa que fiz há dias rende duas ou três utilizações. Por isso, resolvi fazer outro caril, desta feita à base de pescada e grelos. São dois ingredientes que não são muito utilizados na Tailândia, mas que surpreendentemente se casam mesmo bem com os sabores deste caril.






Ingredientes:

1 molho de grelos
1 chuchu
1 cebola
1 malagueta
400 g de medalhões de pescada
400 ml de leite de coco
1 colher de sopa bem cheia de pasta de caril tailandesa
3 colheres de sopa de nam pla (molho de peixe tailandês)
1 colher de chá de açúcar branco
Raspa de meio limão
3 colheres de sopa de coentros frescos picados


Aquecer 50 ml de leite de coco no wok. Quando começar a fervilhar, adicionar o nam pla, a pasta de caril e o açúcar. Misturar bem.

Quando levantar de novo fervura, adicionar a cebola e a malagueta picadas.

Deixar fervilhar alguns minutos e em seguida juntar os grelos picados e o chuchu cortado em cubos. Envolver bem, baixar para lume brando e tapar.

Deixar cozinhar durante 20 minutos.

Juntar então o peixe cortado em cubos. Envolver e voltar a tapar, deixando mais 10 minutos.

Adicionar o restante leite de coco e a raspa do limão e levantar o lume até começar de novo a fervilhar.

Retirar, salpicar com coentros picados e servir com arroz basmati.

segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

Cevada com cogumelos e abóbora assada

No Figos e Funghis encontrei esta salada morna que muito me agradou. Andou perdida na pasta das receitas "A Experimentar" durante alguns meses, até que finalmente me decidi a fazê-la - com algumas adaptações, como já é habitual.

Ficou um belo jantar vegetariano, que ainda por cima rendeu o suficiente para mais um almoço durante a semana. Adoro fazer este tipo de pratos durante o fim de semana, que depois ponho em caixinhas, já preparadas para ser só aquecer e hop! Já está!




Ingredientes:

1 chávena de grãos de cevada
3 chávenas de caldo de legumes (de preferência caseiro)
1 abóbora menina (cerca de 500 g)
45 g de cogumelos chineses desidratados
5 dentes de alho
1 ramo grande de alecrim
1 ramo grande de tomilho
Azeite
Sal
Pimenta


Demolhar a cevada em água durante algumas horas.

Colocar os cogumelos de molho em água a ferver.

Cozer a cevada no caldo de legumes em lume brando. Se o caldo for pouco salgado, acrescentar uma pitada de sal.

Partir a abóbora ao meio. Retirar com cuidado as sementes e lavar em água abundante até conseguir separar completamente as sementes dos filamentos.

Secar as sementes com papel absorvente. Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal, salpicar com sal e regar com um fio de azeite. Misturar bem com as mãos, espalhar no tabuleiro de modo a não ficarem sobrepostas e levar ao forno a 200º até dourar (cerca de 20 minutos).

Descascar a abóbora e cortar em cubos. Numa tigela, juntar os cubos de abóbora, o tomilho, o alecrim e os alhos esmagados. Temperar com sal e pimenta e juntar duas colheres de sopa de azeite.

Misturar tudo com as mãos e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal. Levar ao forno a 200º durante 20 minutos.

Passar os cogumelos por água fria, retirar o pé e cortar em tiras.

Numa saladeira, juntar a cevada, a abóbora assada, as sementes torradas e os cogumelos cortados. Adicionar duas colheres de sopa de azeite. Temperar com sal e pimenta e servir com uma salada verde.

sábado, 25 de Outubro de 2014

Speculoos

Cá em Portugal não são muito comuns; aliás, nunca as encontrei à venda. Mas quem vive ou já viveu na Bélgica, na Holanda ou em França, não tem como escapar-lhes - são os speculoos, bolachas deliciosas, cheias de especiarias, oriundas da zona da antiga Flandres. Hoje em dia são também comuns na Alemanha, na altura do Natal.

A primeira vez que o meu companheiro, que é francês, provou a receita de família das broas da Madeira, ficou estupefacto com a sua parecença com estas bolachas da sua infância. De facto, embora os ingredientes não sejam exatamente os mesmos, a presença forte das especiarias e a utilização do mel de cana na Madeira e açúcar de cana em França faz com que ambos os sabores se aproximem. A intensa relação comercial que os portugueses mantinham com os flamengos durante os séculos XV e XVI terá sido responsável desta aparentemente estranha coincidência.

A única adaptação que fiz à receita original foi substituir a manteiga. Cortei-as na sua forma tradicional, ou seja, em retângulos, e com estas bolachas participo no Vamos Fazer Bolachas deste mês, que nos propõe bolachas cortadas. Espreitem o Cravo e Canela para saberem tudo acerca deste desafio!





Ingredientes:

300 g de farinha de trigo branca
200 g de açúcar mascavado escuro (açúcar de cana)
100 ml de óleo de amendoim
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal
1 1/2 colheres de chá de canela
1 colher de chá de gengibre
1/2 colher de chá de erva-doce
6 paus de cravinho
1/2 colher de chá de noz moscada


No almofariz, moer a erva doce e o cravinho. Juntar todas as especiarias e reservar.

Peneirar a farinha e misturar com o sal, o bicarbonato e o açúcar. Adicionar as especiarias.

Juntar o óleo de amendoim e mexer. Amassar com as mãos até obter uma massa lisa. Se necessário, pode acrescentar-se duas ou três colheres de água, mas sem deixar que a massa fique pegajosa.

Enrolar em película aderente e levar ao frigorífico durante 12 horas.

Cobrir a bancada com película aderente. Colocar por cima metade da massa. Cobrir com duas folhas de película e estender a massa com o rolo (evitando assim que fique pegada à bancada ou ao rolo).

Cortar em retângulos, que se vão distribuindo em tabuleiros forrados com papel vegetal.

Repetir para a segunda parte da massa.

Levar ao forno a 160º durante 25 minutos.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de manusear.

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Caril de batata doce

Inspirado nos sabores tailandeses, este caril fez as delícias do jantar de fim de semana, acompanhado com arroz basmati.




Ingredientes:

4 batatas doces
1 cebola grande
1/2 curgete
1/2 alho francês
2 tomates
1 cenoura
400 ml de leite de coco
3 colheres de sopa de nam pla (molho de peixe tailandês)
Raspa de meio limão
3 colheres de sopa de coentros frescos picados
1 colher de chá de açúcar

Pasta de caril

2 cebolas pequenas
1 dente de alho
8 g de gengibre fresco
1 haste de erva-príncipe (citronela)
4 malaguetas vermelhas (consoante o nível de picante desejado, podem usar-se com ou sem sementes)
1 colher de sopa de coentros frescos
1 colher de chá de nam pla (molho de peixe tailandês)
1/2 colher de chá de coentros em pó
1/2 colher de chá de cominhos
1/2 colher de chá de cúrcuma
1 colher de chá de sal grosso
5 bagas de pimenta preta
Uma pitada de canela
2 colheres de sopa de óleo de amendoim


Para a pasta, descascar o gengibre, as cebolas e o alho. Descartar a parte mais dura da haste de erva-príncipe. Colocar todos os ingredientes no liquidificador ou no processador de alimentos e triturar até obter uma pasta.

Colocar num frasco e guardar no frigorífico.

Picar a cebola. Cortar as cenouras e o alho francês em rodelas, as batatas doces e o tomate em cubos e a curgete em pedaços grandes.

Aquecer um fio de azeite no wok e refogar a cebola até ficar dourada. Retirar.

Colocar 50 ml de leite de coco no wok. Quando começar a fervilhar, adicionar uma colher de sopa bem cheia de pasta de caril, o molho de peixe e o açúcar. Misturar bem.

Adicionar a cenoura, a curgete e o alho francês, bem como a cebola refogada. Envolver, baixar para lume brando e deixar fervilhar durante 10 minutos.

Juntar a batata doce e o tomate. Envolver bem, voltar a tapar e deixar cozinhar mais 10 minutos.

Adicionar o restante leite de coco. Deixar ao lume até começar a fervilhar. Desligar, juntar os coentros picados e a raspa de limão e servir.


quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Pão integral com nozes e ameixas

Mais um pão delicioso para participar no World Bread Day 2014, que se celebra hoje. Farinha integral, nozes e ameixas secas fazem uma combinação fantástica e nutritiva.

Another delicious bread to participate on World Bread Day 2014. Wholewheat flour, walnuts and dried prunes are a perfect and nutritious combination.




Noite do primeiro dia:

120 g de isco de trigo integral
200 g de farinha de trigo integral
210 g de água tépida


Juntar todos os ingredientes numa taça de vidro até obter uma mistura homogénea. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 9 horas.


First day - around dinner time

120 g wholewheat starter
200 g wholewheat flour
210 g lukewarm water

First step - feed the starter. Mix everything in a big glass bowl. Let it rest on the kitchen table, covered with a plastic bag, for about 9 hours.




Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
100 g de farinha de trigo integral
400 g de farinha de trigo branca
7 g de sal fino
65 g de miolo de noz
85 g de ameixas secas
1 colher de sopa de mel
200 g de água tépida
1 colher de sopa de óleo de girassol


Partir as nozes em pedaços pequenos e descaroçar as ameixas. Juntar o sal e as farinhas. Envolver bem, adicionar as nozes e as ameixas e abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, adicionar o mel e a água. Misturar bem e verter na cova aberta nas farinhas.

Tapar com a farinha que fica nas margens, cobrir com um pano e deixar repousar cinco minutos.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 8 minutos.

Lavar e untar com óleo de girassol a taça usada no dia anterior. Colocar aí a massa, virando-a para ficar coberta de óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 3 horas.

Dar umas voltas à massa com cuidado e dar-lhe a forma desejada.

Colocar a massa num tabuleiro forrado com papel vegetal, tapar com um pano húmido e deixar repousar durante 4 horas.

Dar um corte na superfície do pão com uma faca afiada e levar ao forno a 230º durante 15 minutos. Baixar para 200º e deixar cozer mais 30 minutos. Desligar o forno e deixar o pão no interior a acabar de cozer mais 15 minutos.

Retirar e deixar arrefecer antes de fatiar.



Second day - early morning

Mix from the previous day
100 g wholewheat flour
400 g white wheat flour
1 tablespoon honey
65 g walnuts
85 g dried prunes
200 g lukewarm water
7 g salt
1 tablespoon of sunflower seed oil


Break the walnuts into small pieces and take out the core of the prunes. 

Mix the flours and the salt. Add the walnuts and prunes.

Mix the water and the honey with the starter from the previous day. Mix well with a wooden spoon.

Open a pit in the middle of the flour mix and add the starter. Cover with the flour that remains on the sides and let it rest, covered, for about 5 minutes.

Knead the dough by hand or using the machine (speed 2 for about 8 minutes).

Wash the glass bowl and grease with sunflower seed oil. Put in the dough and make it go around so that it gets covered in oil.

Cover with the plastic bag and let it rest for about 3 hours.

After the resting time, gently fold the dough a couple of times and mold it to shape.

Put the dough in a baking sheet with parchment paper lining, cover it with a damp cloth and let it rest for another 4 hours.

Make one cut on the loaf's surface with a sharp knife. Put it in the oven at 230º for about 15 minutes, then lower the temperature to 200º for 30 minutes more. Turn off the oven and let the bread rest inside for another 15 minutes.

Take the bread out of the oven and let it cool before cutting.



domingo, 12 de Outubro de 2014

Pão de centeio, cerveja e aveia

Mais um Quinze Dias Com... apresentou-me uma figura desconhecida para mim - Paul Hollywood. Rapidamente percebi que o seu forte é o pão, e como adoro fazer pão, não hesitei. Esta receita, que encontrei no BBC Food Recipes, pareceu-me interessante e de facto faz um pão com um sabor bem característico!





Noite do primeiro dia:

130 g de isco de centeio
200 g de farinha de centeio
200 g de cerveja

Aquecer ligeiramente a cerveja até ficar morna. 

Misturar tudo numa taça de vidro. Tapar com um saco de plástico e deixar repousar 10 horas à temperatura ambiente.


Manhã do segundo dia:

Mistura do dia anterior
135 g de farinha de centeio
300 g de farinha de trigo branca
10 g de sal fino
1 colher de sopa de mel de cana
50 g de cerveja
100 g de água morna
Óleo de amendoim qb


Juntar as farinhas e o sal e misturar bem. Abrir uma cova no meio.

À mistura do dia anterior, juntar o mel de cana, a cerveja e a água. Misturar bem e verter na cova aberta nas farinhas. Tapar o líquido com a farinha que fica nas extremidades, cobrir com o saco de plástico e deixar repousar alguns minutos.

Bater na batedeira profissional à velocidade 2 durante 8 minutos. Seguidamente, amassar alguns minutos com as mãos.

Lavar a taça usada no dia anterior e untar com óleo de amendoim. Colocar aí a massa e dar-lhe umas voltas, de modo a ficar coberta pelo óleo. Tapar com o saco de plástico e deixar repousar 3 horas.


Tarde do segundo dia:

150 g de farinha de trigo
150 ml de cerveja
1 colher de chá de açúcar branco
40 g de flocos de aveia


Dar umas voltas à massa. Formar uma bola.

Misturar todos os ingredientes e cobrir a massa com esta mistura.

Cobrir com um pano húmido e deixar repousar mais 4 horas.

Aquecer o forno a 230º. Levar o pão ao forno. Deixar cozer 15 minutos, após o que se baixa a temperatura para 200º.

Após 30 minutos, desligar o forno e deixar o pão no seu interior mais 10 minutos a terminar a cozedura.

Retirar do forno e deixar arrefecer antes de fatiar.



quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

Pastéis de espinafres com salmão

Já se sabe que gosto de coisas originais e de comidas diferentes. Por isso, passei os olhos por alguns episódios do programa Siba's Table, em que uma cozinheira sul-africana mostra algumas iguarias do país. Num desses episódios, encontrei estes pastéis de espinafres, muito comuns na África do Sul.

Todas as receitas estão no site do Food Network, por isso foi fácil encontrar a receita. Com algumas alterações, adaptei-a ao gosto cá de casa e fez um enorme sucesso! Pode funcionar como entrada ou como prato principal, dependendo da quantidade de pastéis que se servem por pessoa.




Ingredientes:

1 molho de espinafres (cerca de 300 g)
1 cebola
2 dentes de alho
110 g de farinha de milho pré-cozida
3 colheres de sopa de coentros picados
2 hastes de tomilho
2 lombos de salmão
Azeite
Sal
Pimenta

Molho

2 colheres de sopa de maionese light
2 colheres de sopa de molho de soja
1/2 colher de sopa de sumo de limão
1/2 malagueta picada
Pimenta


Lavar e arranjar os espinafres, descartando os talos mais grossos, e picá-los finamente.

Picar a cebola e os alhos. Refogar num fio de azeite.

Quando a cebola estiver dourada, adicionar os grelos picados. Deixar cozinhar em fogo esperto, mexendo, durante dois minutos.

Baixar o lume para lume brando, tapar e deixar cozinhar 10 minutos.

Adicionar então a farinha de milho e metade das ervas aromáticas. Mexer bem durante um minuto.

Juntar 100 ml de água a ferver e continuar a mexer. Deixar cozer a farinha, mexendo sempre, até formar uma bola.

Retirar do lume, acrescentar as restantes ervas, temperar com sal e pimenta e misturar bem. Deixar arrefecer.

Quando a mistura estiver morna, moldar nove pastéis, em formato de pequenos hambúrgueres.

Aquecer um fundo de azeite numa frigideira larga e um fio de azeite numa frigideira pequena.

Quando o azeite estiver bem quente, colocar metade dos pastéis na frigideira grande e deixar dourar de ambos os lados.

Na pequena, colocar os dois lombos de salmão, dourando de ambos os lados (cerca de 5 minutos de cada lado). Temperar com sal e pimenta e partir grosseiramente em lascas.

Repetir a operação para os restantes pastéis.

Reservar os pastéis e o peixe, mantendo quentes.

Juntar todos os ingredientes do molho e misturar.

Para a apresentação, colocar os pastéis numa travessa. Por cima, colocar uma colher de molho. Dividir o peixe por cima e servir quente.



terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Bolo de batata doce, cacau e avelãs

Muitas pessoas ficam impressionadas ou com medo quando têm que cozinhar para pessoas intolerantes ou alérgicas, ou que, por alguma razão, voluntária ou não, têm uma dieta especial. Há pessoas que preferem não convidar os amigos com requisitos alimentares diferentes porque "não sabem cozinhar essa comida"; ou em alternativa pedir-lhes para trazer a sua própria comida.

O que não tem problema nenhum, num contexto informal e entre amigos. Por exemplo, adoro aproveitar as ocasiões em que somos convidados para casa dos amigos para experimentar receitas novas de sobremesas, já que esta é a parte mais difícil para toda a gente da dieta sem lactose.

Mas garanto-vos que todos gostamos que cozinhem para nós de vez em quando.

Por isso, a minha perspetiva é considerar o evento um desafio! Quando temos visitas com intolerâncias ou alergias, é uma boa altura para experimentar receitas diferentes; quando recebemos em casa amigos que não comem carne, durante esse tempo não comemos carne; se convidamos para jantar pessoas vegan, então é um jantar vegan para todos.

Esta atitude fez-me ficar mais tolerante em relação àquelas pessoas muito esquisitas, que têm uma lista infindável de coisas que não gostam. Antigamente achava simplesmente que essas pessoas tinham algum problema grave e quando eram mesmo muito, muito esquisitas, recusava-me a cozinhar para elas; hoje em dia, acho que gostos são tão dignos de respeito como questões de saúde e esforço-me por encontrar receitas que lhes possam agradar.

(Num mundo perfeito, isso significaria que passei a respeitar totalmente todos os gostos e dietas; mas a verdade é que continuo a fazer as minhas piadas em relação às pessoas esquisitinhas. Eu disse que tinha ficado mais tolerante, não disse que era perfeita!)

Um bolo sem glúten e sem açúcar adicionado foi o que saiu da minha cozinha, inspirada na receita do Deliciously Ella, quando uma amiga intolerante ao glúten e ao açúcar veio jantar cá a casa. É um bolo pouco doce, mas cheio de sabor. Pode salpicar-se com açúcar em pó no final, para quem gostar.




Ingredientes:

2 batatas-doces grandes
75 g de miolo de avelã
40 g de cacau magro em pó
30 g de farinha de arroz
21 tâmaras secas sem caroço
2 ovos
2 colheres de sopa de óleo de amendoim
1 pitada de sal


Triturar o miolo de avelã. Reservar.

Cozer as batatas. No liquidificador, colocar as tâmaras e as batatas e triturar até obter um creme.

Adicionar os ovos e o óleo e continuar a bater.

Passar a mistura para uma taça e juntar a farinha de arroz, o cacau e o sal. Mexer bem e verter a massa para uma forma untada com óleo de amendoim.

Levar ao forno a 180º durante 30 minutos.

segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

Mini-muffins de quinoa, tomate e manjericão

Tomate e manjericão é sempre uma associação vencedora! Usando a quinoa, fiz estes mini-muffins salgados, excelentes para festas ou para usar como aperitivo num jantar sem glúten.





Ingredientes:

2 chávenas de quinoa cozida
250 g de tomate cereja
25 g de folhas de manjericão fresco
40 g de farinha de arroz
30 g de farinha de mandioca
1 colher de chá de fermento
100 ml de azeite
Sal
Pimenta



Picar o manjericão e o tomate em cubinhos.

Juntar a quinoa, o tomate, o manjericão. Adicionar o azeite e em seguida as farinhas.

Misturar bem e temperar com sal e pimenta.

Dispor a massa em formas de mini-muffins. Levar ao forno a 200º durante 30 minutos.

Servir mornos ou frios.

quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Galette de maçã, noz e gengibre

As maçãs abundam cá em casa, agora que chegou o outono. Vindas de várias proveniências, mas todas elas de produção "caseira", estavam mesmo a pedir um docinho. Como andava com vontade de fazer uma galette doce, resolvi pôr mãos à obra e juntar o sabor da fruta com este caramelo de gengibre que é de comer e chorar por mais.





Ingredientes:

Massa

145 g de farinha de trigo integral
190 g de farinha de trigo branca
3 g de sal fino
75 g de açúcar amarelo
100 ml de azeite
75 ml de água fria

Recheio

14 maçãs pequenas
Sumo de um limão
100 g de açúcar mascavado escuro
100 ml de nata de soja
1 colher de chá de gengibre em pó
35 g de miolo de noz



Começar por elaborar a massa. Juntar as farinhas, o açúcar e o sal. Misturar bem e abrir uma cova no meio.

Verter metade do azeite e amassar; quando estiver incorporado, adicionar o restante azeite. Ir juntando a água aos poucos, até obter uma bola de massa suficientemente elástica, mas sem ser demasiado húmida. A quantidade de água pode variar consoante o tipo de farinha usado, por isso não colocar toda a quantidade caso obtenha a consistência desejada com menos quantidade.

Enrolar com película aderente e levar ao frigorífico durante 2 horas. Retirar do frigorífico enquanto se prepara o recheio.

Descascar e descaroçar as maçãs, cortando-as em rodelas. Regar com o sumo de limão e reservar.

Numa frigideira anti-aderente, colocar o açúcar escuro até derreter. 

Retirar do lume e adicionar a nata de soja, sem parar de mexer. Juntar o gengibre e envolver bem. Reservar.

Com o rolo da massa, estender a massa, formando um círculo para uma galette grande, ou dividir em duas partes e formar dois círculos, para duas galettes pequenas. 

Dividir as rodelas de maçã entre as duas galettes, deixando uma margem suficientemente grande para se poder dobrar. Regar com o caramelo de gengibre, salpicar com o miolo de noz partido e dobrar as margens sobre as maçãs.

Levar ao forno a 190º durante 30 minutos, até ganhar uma cor dourada. Retirar do forno e deixar arrefecer. 




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